AFINAÇÃO / TIMBRE/CALIBRE DE CORDAS X PROJEÇÃO X CORPO X VOLUME - MITOLOGIAS ?
AFINAÇÃO
/ TIMBRE
A
afinação de um instrumento de cordas é um tema discutido diariamente.
Facilmente concluído superficialmente, porém raramente compreendido e estudado
antes destas fáceis conclusões.
Para
se alcançar clareza e consciência deste fenômeno seria necessário fazer uma
longa descrição antropológica, histórica, matemática, cultural, físico-cientifica
e citar em princípio, nomes de dois grandes geômetras e matemáticos como
Euclides e Pitágoras.
Abreviando
a pesquisa sobre série harmônica, tessitura, escala temperada e escala não
temperada somadas as grandes evoluções da música, sistemas, e tecnologias que
impulsionaram esta ciência até o cenário e aspecto atual.
Simplificando:
A música ocidental é organizada pelas proporções e divisões matemáticas
expressa na escala cromática e ordem diatônica. Usando de fractais compreendemos
microscopicamente a constituição do Tom, o tom por sua vez é organizado por
nove micro-comas, essas partículas sonoras são objetos de nossa pesquisa. O
sistema usado e determinante para os instrumentos de cordas com trastes é o
sistema temperado.
O Sistema Temperado é o sistema de afinação
responsável pela divisão do intervalo de uma oitava em doze semitons similares.
Um dos primeiros a apontar esta possibilidade foi o matemático Simon Steven
(século XVI), que dividiu a oitava em doze partes iguais.
O
instrumento que pertence a classe dos instrumentos de escala temperada obedece
por sua vez uma busca por afinação justa. Entretanto, é preciso destacar que a
engenharia, materiais, plataformas, modelos de instrumentos e aspectos de
dimensão de escalas, tipo de cordas, espessura de cordas, e siderurgias
distintas em suas confecções podem desafiar o conceito que aparentemente está
estabelecido. Produzindo uma busca refinada nas soluções da afinação.
Referências
de escalas:
Fender(25.5
")/ PRS (25")
Gibson(24.75
")/ Gibson (24.625")
Violão(660)/Violão
(650mm)
Viola(580)/Bandolin
(340)
Baixo
(35")/Baixo (34")
Após
muitos anos dedicados a observações, comparações, testes simples, avaliações de
tessituras e afinadores, níveis de captação e entonação plural pois a cultura
de aferimento é expressa em como o individuo afina seu instrumento, que pode
estar para ele afinado e essas culturas apresentam características atonais em
regiões e harmonias especificas, exemplo disso é o fato constatado de que
músicos ao utilizar um instrumento no seu ápice de aproximação de seu ajuste
considera-o desafinado, partindo do pressuposto entendimento que os
instrumentos utilizados em seu aprendizado não forneciam uma aproximação
qualificativa, sintetizando; estudou em um instrumento que não afina, e quando
usa um em plena condição, define como desafinado. Ocorre mais do que imaginamos.
É
complexo e aterrorizante nos dias atuais afirmar que um instrumento não afina
perfeitamente, é difícil apresentar uma afirmação que fisicamente pode ser
provada mesmo num instrumento metricamente perfeito e que pode ser testado
dentro das melhores e precisas condições de registro sonoro. Ainda hoje carrego a opinião que um
instrumento de cordas que tem em seu uso o desgaste da própria corda, que é sua
principal fonte emissora, não apresenta uma afinação exata como um piano, um
teclado, ou outro instrumento que traz em si uma maior precisão nas notas, dito
isso, o que faz um instrumento soar afinado no contexto ainda é a forma que é
ajustado preparado para o músico, que afina a nota no espaço tempo. Este conjunto
realmente é perfeito, pois atende e cumpre cada função.
PROJEÇÃO
/ DESEMPENHO / PRESERVAÇÃO.
Fatores
que limitam e afetam diretamente a qualidade de afinação:
A
plataforma do instrumento, características, sua qualidade métrica e sua precisão
do Nut ao cavalete, o rastilho e sua compensação quando necessária, ângulo de
tróculo, trastes, cordas, espessura de cordas, técnica de mão direita, técnica
de mão esquerda solista (Grip), captação, disposição de ponte, tarraxas, noção
elementar de instalação e manuseio de cordas, alinhamento de braço x escala,
nível e qualidade de pontos de referencias como pedais afinadores, pedaleiras,
afinadores digitais de pré-equalizadores e por ultimo e mais complexo e menos
acusado, o próprio ouvido humano que desaprendeu ouvir e exercitar sua memória
auditiva, gerando os maiores lapsos de enganos nas conclusões e opiniões muitas
vezes sem observar pontos de oitavas simples nas cinco regiões, notas equissonas
e intervalos verticais de seus instrumentos. Criou-se uma necessidade de
perfeição que nós mesmos, não estamos preparados para identificar.
A
mitologia da perfeição na afinação pode ser observada de várias formas em
várias ocasiões, casos como músicos que estudaram em instrumentos sem
aferimento e sem duvidar creem que está perfeito e ao se tocar com um
tecladista percebe que as notas não igualam os harmônicos e suas comas
semitonais, gerando desafinações claras, e muitas vezes ignoradas, pois
cresceu, estudou desafinado, a sensibilidade auditiva não acusa a discrepância.
Efeitos
de técnicos que efetuam ajustes finos sem equipamentos de alta performance
testados e garantidos, cito, Tc Eletronic, Seyco, Korg e Boss.
Músicos
que confundem precisão e nitidez, firmeza de ataque com excesso abusivo de
força, acreditando que ao se aplicar mais força produzirá mais som, já
detectando tamanho equivoco, pois se está fazendo força é porque não tem força
para fazer, em si um instrumento vibrante e bem definido tem sua projeção
sonora distinta, às vezes seria mais inteligente aumentar o volume de
monitoramento simplesmente, ao se tocar com força além de gerar desafinação
pelo movimento e deslocamento da corda, surge o efeito de efetuar o golpe além
do que a corda pode girar em seu próprio eixo, alterando sua natureza de emitir
som para deformação de seus harmônicos de sua extensão . Maior índice de
rompimento, desgaste e perda de qualidade das cordas, acredita-se que as cordas
um ser imaterial deve responder este aspecto psicológico, fato este inverso
geraria mais solução do que frustrações e criticas infundadas.
Trastes
, com sulcos, desbastes, cortes e com coroa, área de contato plana, também é
questionável , justifica, mas temos exemplos de características de guitarras
Gibson com trastes apresentando áreas de 1mm em sua extensão e apresentar
afinação precisa nas regiões , oitavas, notas equissonas e acordes em CAGED.
Altura
de cordas, fator crucial, cordas muito baixas, se travam em seu eixo vibratório
gerando sons metalizados, sem sustain e com pouco volume, não transmitindo a
força necessária para peças, partes e caixa acústica. E cordas altas geram
possíveis desafinações, pois ao se apertar as cordas em determinadas regiões
pode se esticar, distanciando a posição necessária da corda desafinando de
forma clara. E neste caso sempre subtonando de forma sustenida.
Cordas
de baixa qualidade, cordas sem brilho, cordas novas em instrumentos sem
manutenção corretiva, cordas velhas, o músico tende a reagir inconscientemente,
sem perceber literalmente que a corda, somada ao seu instrumento pode em algum
momento não produzir o som desejado, e decide, opta sem muita reflexão que
necessita tocar mais forte, no intuito cego de que se atacar com mais pressão
terá mais volume, mais sustain, mas a corda não gera a vibração correta para o
nível pré-estabelecido, resistência
mecânica, lasciação instável, sujeira nas cordas e trastes, cordas desbastadas
pela força, uso excessivo em região, músicos que ao estudar uma música , um
lick, trecho, ou padrões, que submetem a corda e trastes a uma pressão e
repetições , causando lesões, ignoradas pois naquela região muito usada a massa
das cordas não serão as mesmas desestabilizando o conjunto, neste caso , uma
orientação que deveria vir de instrutores e professores, ao se estudar , estude
em todas as regiões e no mínimo em três padrões de oitavas , além de usar a
corda em sua extensão por igual afiando sua afinação linear, exercitará sua
técnica, aumentando versatilidade e memória muscular.
Fator
importante e dentro do contexto, extremamente divulgado e quase nunca
questionado como faço agora, é a suprema verdade, inquestionável máxima de que Cordas
mais pesadas geram mais som e é melhor? Depende! O instrumento é acústico? Se
for elétrico, Qual amplificador? Cabos, alto falantes, se for eletroacústico
está sendo amplificado em qual sistema? Depende das dimensões do instrumento, depende
da necessidade, depende da qualidade do instrumento, depende da plataforma do
instrumento, depende da afinação do projeto, depende das matérias primas e como
o instrumento foi montado, tipo de cordas e a referencia de madeiras e
registros, depende do bojo, da dimensão da caixa do instrumento, depende se o
instrumento produz um som projetado para o objetivo da música ou repertório ou
projeto de gravação, da qualidade do musico, depende da ação de cordas, depende
de como as cordas foram instaladas, depende do local onde este instrumento é
vibrado, depende! Depende de muitos
fatores para se concluir apenas que se o instrumento vibra e produz som, uma
corda é indiferente! Se o instrumento é vibrante está empostado tem qualidades
claras às cordas irão amplificar, trazer em destaque vão evidenciar sua melhor
possibilidade de qualidade plena.
Mas
justificar que somente a espessura de cordas lhe garantirá melhorias é deveras
um engano. Depositar a qualidade de um timbre a espessura de cordas é ginasial
se avaliarmos a história das cordas, motivos, e circunstancias que a engenharia
de cordas se relacionou com a construção dos instrumentos e suas afinações
alternativas, é pouco estudo para muita certeza hipotética, e o paradoxo chega
a brutalidade de ouvir instrumentos com sons lindos com 0.10 e sons mortos com
0.12 , magníficos e brilhantes sons com 0.16, 0.14 e sons de lata nas cordas
0.10! Ou o segredo de compreender o nível e limite de cada instrumento no caso
de acústicos, o quanto seu tampo suporta e reage bem, o quase divino equilíbrio
da vibração flexibilidade x tensionamento que paralisa o tampo e deixa tudo
travado e pressionado pelo torque que quanto mais se aplica tensão menos vibra,
claro! Quanto maior a densidade e pressão maior será sua inercia e resistência
fato este que os danifica e prejudica a ressonância. Ou em outros casos
conclui-se que o instrumento é ruim, observe, tendo maior massa para captação e
transmissão de vibração ao tampo claro teremos maior pressão e firmeza das
cordas em relação ao tocante sonoro, porém o limite está na pressão inadequada
que por ser generalizada reproduz simplesmente uma limitação sonora, a explosão
sonora e seu ataque pode realmente precisar de cordas muito mais grossas para
se extrair do instrumento, se o captador é um indutor magnético, se a corda
apresentar maior área vibracional em seu próprio eixo lógico que teremos um maior
volume, agudos discretos e brilho sufocado, mais corpo em ótica física, e ai
exigem da preparação do executante a viabilizar o comando destas notas, sem
ignorar a precisão e se está fazendo força que afeta a flexibilidade ou a
afinação do grip, e se o faz é porque não tem força para fazer, a naturalidade
de um instrumento sempre será a melhor opção!
Às
vezes os graves irão surgir com um instrumento destinado a este registro dentro
de sua faixa e resta-nos questionar-nos: qual é a faixa de graves que procuramos?
Mas talvez com cordas mais grossas possíveis e com afinações abertas ou 1, 2
tons abaixo, gerando os mais profundos brilhos e sustains que um instrumento de
escala tradicional possa oferecer o contrário também é observado, instrumentos
de escala curta que se alcança rapidamente uma afinação standart sem apresentar
uma pegada frouxa claro, mas extremamente desconfortável, e um instrumento
dreadnought com 0.13 por exemplo. Ou escala tradicional pagaria com sua
longevidade uma permanência de mais quilos do que suporta e um instrumento com
escala menor suportaria uma tensão absurda sem risco algum, pois a matéria
reduzida e compactada aumenta a resistência linear. Existe o conceito de se
usar determinadas tensões de cordas em instrumentos acústicos e sólidos
distintos de acordo com sua escala.
A
escolha e antes dela, se colocar a pesquisa de ouvir bons instrumentos, podem
de forma geral , auxiliar na decisão de qual instrumento pode funcionar melhor no
destaque, os casos acústicos é preciso ter a paciência e humildade de ouvir,
tocar , obter bagagem de testar vários modelos , vários equalizadores e prés,
cordas é o básico, testar todas possíveis, sem o desejo de determinar o que é melhor em
ótica definitiva, e evitar sempre fazer de sua opinião quando a tiver a
fatídica e pobre opressão de querer afirmar sua opinião momentânea aos outros, eis
um fator infantil que degreda o laboratório pessoal, acreditando que um outro
tem o poder de afirmar e garantir o que é melhor pra você como se o tu mesmo
não tens a capacidade de obter, essa ausência de conhecimento de si mesmo ao
ouvir seus instrumentos garante as pseudos técnicos um oceano de manipulação
que atende em demasia até a própria ignorância menos sua música e
desenvolvimento de emancipar seu bom gosto, releia esta parte e tente ter
absoluta certeza de que aprendeu ouvir seu instrumento por mais simples que
seja e se for um instrumento de alto padrão respeite-o enquanto unidade particular.
Outro
fator que atrasa a liberdade de desenvolvimento é a indução de ajustes
definidos como um padrão a todos eis um amplo campo de laboratório psicológico.
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